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Ecocardiografia


Pacientes idosos, diabéticos, alérgicos, portadores de insuficiência renal, doenças crônicas, usuários permanentes de medicamentos e crianças devem fazer contato prévio com o Instituto.

Ecocardiografia com doppler
Para este exame não é necessário jejum, somente que o paciente saiba o peso atual e a altura, e que combine previamente o dia e horário, comparecendo com todos os exames anteriores.


ECOCARDIOGRAFIA: UM GUIA PRÁTICO


Esta versátil ferramenta de formação de imagem tornou-se virtualmente indispensável para o diagnóstico de problemas cardíacos crônicos e agudos. Enfatizamos aqui as informações básicas sobre ecocardiografia e imagens Doppler.

Indicações específicas:
A ecocardiografia pode ajudar a decisão clínica em três áreas específicas de gerenciamento de paciente: elaboração de um diagnóstico anatômico. Determinação de prognósticos em pacientes com condições conhecidas, e identificação de complicações específicas destas condições. A ecocardiografia pode também ser usada tanto em situações emergentes e eletivas como em uma avaliação ecocardiográfica completa - tomadas de imagens transtoráxicas com acréscimo de transesofageana, quando necessário. Entre as muitas indicações gerais estão: dores no peito, falência congestiva do coração, arritmias, hipotensão, sopros e eventos embólicos.

Os seu usos emergentes incluem avaliação da função ventricular esquerda em um paciente hipotensivo, estabelecendo a presença de efusão pericardial, em caso de suspeita de tamponamento de pericárdio, e identificação de complicações mecânicas da IM.

Para pacientes com condições cardíacas conhecidas, como por exemplo doença valvular do coração, doença miocárdia ou endocardite, a ecocardiografia pode ajudar a determinar a severidade da doença e orientar o tratamento. A habilidade da ecocardiografia para avaliar a função ventricular esquerda é especialmente importante para o prognóstico em pacientes com doença coronáriana.

A ecocardiografia também pode avaliar complicações como formação de abscessos em endocardites, detectar complicações de desordens cardíacas, como, por exemplo, hipertensão pulmonar, formação de trombos e efusão pericárdica.

• Imagem: TEE da aorta ascendente mostra insuficiência cardíaca severa »»

• Imagem: Insuficiência mitral documentada no Doppler colorido
imagem 1 | window.open('imgs-site/menus/ecoc03.jpg')">imagem2

Doença valvular do coração
Os estudos devem avaliar a possibilidade de estenose e regurgitação em todas as quatro válvulas cardíacas nativas. Tais mecanismos de patologoia valvular, como degeneração por calcificação, doenças reumáticas, prolapso ou dilatação anular podem comumente ser definidos. Isso pode ser obtido com um estudo ecocardiográfico com Doppler transtoráxico em mais de 90% dos pacientes. A adição de ecocardiografia transesofágica pode ser necessária em alguns casos, como por exemplo, em pacientes com desordens da válvula mitral.

Falência congestiva do coração
A capacidade da ecocardiografia de avaliação global ou regional da função ventricular direita e da função ventrícula esquerda é particularmente útil no diagnóstico de falência congestiva cardíaca. A redução global da função sistólica ventricular esquerda, comumente encontrada em pacientes com FCC, pode ser determinada, quantitativamente, através da fração de ejeção, ou qualitativamente, através da estimativa da função sistólica como normal, ou como leve, moderada ou severamente prejudicada. A presença de uma anormalidade de movimento de parede regional é consistente com uma doença da artéria coronariana, porém não significa necessariamente que a função geral da bomba seja prejudicada. Uma aplicação das habilidades da ecocardiografia em pacientes com FCC é diferenciar disfunção sistólica da diastólica. A função diastólica pode algumas vezes ser inferida a partir da presença de um espessamento do ventrículo esquerdo, visto em imagens padrão em 2D. O preenchimento anormal do ventrículo esquerdo visto na imagem Doppler apóia este diagnóstico. Um estudo Doppler completo pode oferecer a estimativa mais completa tanto do preenchimento direito como do esquerdo. O TEE mostrará o fluxo venoso pulmonar, na maioria dos pacientes.

• Imagem: Rastreamento da FCC: regurgitação mitral moderadamente severa é revelada pela imagem Doppler colorida (E) de paciente feminino de 64 anos com FCC. Doppler pulsátil nos folículos da válvula mitral indica enchimento rápido, após abertura da válvula mitral, consistente com a função diastólica anormal, indicada pelas pressões de enchimento ventricular E aumentada do paciente. window.open('imgs-site/menus/ecoc04.jpg')">»»

Doença da artéria coronariana
A maioria dos pacientes com doença severa da artéria coronariana têm, no mínimo, anormalidades discretas da movimentação da parede regional em um ecocardiograma transtoráxico de repouso.

Um ecocardiograma de stress é muito mais específico para doença da artéria coronária do que um ecocardiograma de repouso, uma vez que as anormalidades de movimentação de parede podem se desenvolver em alguns pacientes somente após exercícios ou stress farmacológico. Os agentes farmacológicos dobutamina e dipiridamol são uma alternativa para pacientes que não possam fazer exercícios físicos; seus resultados diagnósticos são excelentes.

Complicações do infarto agudo do miocárdio
A ecocardiografia deve ser considerada, na maioria dos pacientes, logo após o infarto agudo do miocárdio, para avaliar a função ventricular esquerda. Em adição, a ecocardiografia de emergência deve ser considerada sempre que o paciente tiver um novo sopro, para determinar se a regurgitação mitral está ou não presente. Tais complicações podem indicar alterações sérias como isquemia do músculo papilar ou ruptura cardíaca parcial ou completa. A ecocardiografia pode ajudar a determinar o mecanismo e severidade da regurgitação mitral, e a adição de um estudo Doppler colorido pode diferenciar a regurgitação de outras causas de sopros sistólicos pós-infarto do miocárdio, tais como um defeito do septo ventricular.

A ecocardiografia transesofageana é algumas vezes garantida, no ajuste do estado crítico, quando os dados clínicos e resultados de imagem transtoráxica são discrepantes; por exemplo, regurgitação excêntrica pode ser perdida em uma imagem transtoráxica.

• Imagem: TEE para complicações de IM. A ecocardiografia transesofageana foi efetuada em um homem de 72 anos, quando um sopro holosistólico e FCC revelou-se, após três dias de um IM inferoposterior. A imagem Doppler colorida revela uma grande derivação (seta), consistente com ruptura do septo ventricular window.open('imgs-site/menus/ecoc05.jpg')">»»

Endocardite
A endocardite bacteriana é um diagnóstico clínico; os critérios incluem febre e usualmente culturas positivas de sangue. O achado de uma vegetação no ecocardiogama toráxico confirma o diagnóstico. Em várias circunstâncias, entretanto, a endocardite pode estar presente, apesar de um ecocardiograma tanstoráxico não específico ou negativo. A ecocardiogafia tansesofagiana tem sensibilidade e especificidade muito mais altas para o diagnóstico de endocardite.

A ecocardiografia pode desempenhar também um importante papel no prognóstico, uma vez que a endocardirte seja identificada.

• Imagem: Endocardite em imagem transtoráxica. O caminho transtoráxico freqüentemente não detecta sinais de endocardite. Em uma mulher de 73 anos, na qual o diagnóstico era suspeito, a imagem Doppler colorida (E) demonstrou regurgitação aórtica moderadamente severa (seta), porém uma imagem transtoráxica em 2D (D) forneceu pouca informação sobre a válvula aórtica (seta). window.open('imgs-site/menus/ecoc06.jpg')">»»

Doença pericárdica e tamponamento cardíaco
A pericardite é outro diagnóstico clínico baseado em achados, tais como dor pleurítica, alteração de ECG e atrito pericárdico. A ecocardiogafia é útil para o diagnóstico, apesar de que a ausência de uma efusão pericárdica em uma imagem 2D não descarta uma doença pericárdica. Efusões medidas ecocardiograficamente são classificadas como traço, pequena, moderada ou grande. Quando grandes quantidades de fluido pericárdico estão presentes, uma movimentação do coração cadenciada é freqüentemente visível. Efusões tão pequenas como 25ml podem ser visualizadas pela ecocardiografia transesofageana com o transdutor posicionado posterior ao coração e a imagem obtida durante a sístole.

Um colapso de átrio direto que dura mais de 1/3 do intervalo RR é específico para efusão pericárdica hemodinamicamente significativa. Diminuições respiratórias no enchimento mitral ou no fluxo venoso pulmonar diastólico são achados do Doppler que também apóiam o diagnóstico de tamponamento.

Embolia cardíaca
O coração pode ser uma importante fonte de embolia, tenha ou não o paciente evidência de doença estrutural. Aumento atrial esquerdo é um importante achado ecocardiográfico, assim como a disfunção sistólica global e regional ventricular E, que predispõe o paciente à fibrilação atrial e trombos, bem como trombos murais do ventrículo E. A calcificação do anel mital é um fator de risco independente pra ataques embólicos em pacientes mais velhos. Quando a embolia for suspeitada, porém nenhuma achado significativo aparecer na imagem transtoráxica, um ecocardiograma trasnesofagiano deve ser considerado. Achados transesofageanos importantes e em pacientes jovens e de baixo risco incluem foramen oval patente e aneurismas de septo atrial.

Fibrilação atrial
A maioria dos trombos associados com fibrilação atrial ocorrem dentro do apêndice atrial E, que é deficientemente visualizado em ecocardiografia tanstoráxica convencioal. Como resultado, os pacientes que têm fibrilação atrial com duração de 1 ou 2 dias são medicados usualmente com, no mínimo, 3 semanas de terapia anti-coagulante, antes da cardioversão ser efetuada, para baixar o risco de ataque embólico mais recente.

Com a abordagem tansesofagiana guiada, os átrios D e E e seus apêndices são inspecionados com relação a trombos. Quando nenhum trombo estiver presente no ecocardiograma, cardioversão imediata parece ser segura desde que os pacientes tenham recebido anti-coagulantes. O tratamento com anti-coagulantes necessita ser continuado no mínimo durante um mês após a cardioversão.

Dissecção aórtica e outras patologias aórticas
Quando o paciente está instável e a dissecção aórtica é suspeitada, solicite a ecocardiografia imediatamente. A dissecção aórtica proximal pode freqüentemente ser vista no ecocardiograma transtoráxico, como um "flap". A técnica mostrará a raiz aórtica e a aorta ascendente, bem como o arco aórtico, usando as visualizações paresternais e as freqüentemente difíceis de se obter, supra-esternais.

O ecocardiograma transesofageano multiplano ou bi-plano mostrará toda a aorta toráxica e tem uma sensibilidade para diagnostico de dissecção de 97%.

Massas e tumores cardíacos
A ecocardiografia é o melhor procedimento disponível para avaliar massas intracardíacas. Ela mostra a aparência, sua localização e sítios de fixação claramente. O procedimento pode freqüentemente diferenciar os tumores cardíacos primários mais comuns, como um mixoma, de tumores malignos primários, doença metastática e trombos. Uma visualização transesofagiana pode ser necessária, especialmente quando as válvulas atrioventriculares e os átrios estiverem envolvidos.


Referências:
Daniel WG, Mugge A: Transphageal echocardiography. N Engl/Med 332:1268, 1995

Ewy Gordon A, et al: ACC/AHA Guidelines for the clinical application of echocardiography. JACC 16:1505, 1990

Otto CM, Pearlman AS: Textbook of clinical echocardiography. Philadelphia, Saunders, 1995

Oh JK, et al: The echo manual. NewYork, Little, Brown And Company, 1994

Popp RL: Echoccardiography (2 parts). N Engl/Med 323:101, 165, 1990


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